Esclarecendo Painéis Solares (Parte 1)

05 de Junho de 2015

Bom dia a todos!

Esse é o primeiro tópico postado pela Prosolar e o tema não poderia ser outro, senão, painéis solares.

Então, vamos ao básico: O que são? De onde vieram? Para onde vão?

Bom, os painéis solares são, basicamente, equipamentos capazes de absorver a radiação solar e transformá-la em diferentes formas de energia. O que acaba trazendo muitas dúvidas ao público. Segue então, um breve esclarecimento.

Podemos dividir as tecnologias de captação e transformação em duas principais: a termosolar e a fotovoltaica.

Postagem1PAINÉIS TERMOSOLARES

De forma clara e direta, para a utilização residencial, os painéis termosolares têm como objetivo o aquecimento de água para banho, piscinas e, em alguns outros países, o aquecimento de interiores (que por razões óbvias, não são muito comuns no Brasil). Apesar de pouco divulgados e difundidos, já existem há muito tempo, possuem tecnologia muito bem definida, são extremamente eficientes e possuem um excelente custo-benefício. O Brasil ainda é um dos poucos lugares no mundo onde chuveiros elétricos são prioridade no aquecimento de água, principalmente devido ao baixo custo de instalação, o que, definitivamente, não reflete numa maior economia na conta de energia elétrica e menos ainda em aspectos favoráveis às redes de transmissão. Bom, trataremos desse assunto num outro tópico. Para mais informações, acesse http://www.dasolabrava.org.br

PAINÉIS FOTOVOLTAICOS

A tecnologia fotovoltaica, por incrível que pareça, é relativamente nova no Brasil e tem como objetivo a transformação direta de radiação solar em energia elétrica a partir de transformações químicas em células de silício (para informações mais técnicas, visite: http://www.americadosol.org/energia_fotovoltaica). Sendo assim, a utilização dessa energia pode ser destinada a qualquer aparelho que funciona à base de energia elétrica. Os sistemas fotovoltaicos são extremamente difundidos em países como a Alemanha, Itália, Estados Unidos e Japão. No Brasil, recentemente, a ANEEL divulgou a resolução normativa N 482 em prol da auto-geração, permitindo que estabelecimentos injetem o excesso de energia elétrica (que produziram localmente), na rede de transmissão, e utilizem esse excesso quando for necessário. Essa iniciativa junto a outras, como ajustes tributários e diversos leilões promovidos apenas para fontes renováveis, fizeram com que o preço dos painéis fotovoltaicos, regionalmente, caíssem de forma brusca, tornando viável o investimento em sistemas de pequeno porte.

INVESTIMENTO E PAYBACK

Essa é uma questão delicada, mas de grande importância ao consumidor. Delicada, porque o preço final depende diretamente das condições de instalação e isso só pode ser determinado a partir de visitas técnicas e do desenvolvimento de um projeto. Acreditem, parece simples, mas, para o mesmo suprimento de água quente, por exemplo, um sistema de baixa pressão que funciona em termossifão, em comparação a um sistema de alta pressão, com circulação forçada pode ter uma diferença de preço de até 50%. Ou menos, ou mais. E para os fotovoltaicos, o mesmo, já que existem diversos tipos de painéis (policristalinos, monocristalinos, Si-amorfo, filme fino) e configurações. Então é realmente delicado. E é de grande importância, porque, além das questões ambientais (que, vale frisar, são nossa prioridade) queremos todos saber onde estamos botando o nosso dinheiro. Sendo assim, grosseiramente falando, estimamos um payback de 4 a 6 anos, para sistemas termosolares e de 6 a 10, para os fotovoltaicos. Do jeito que vai a economia, excelente investimento. Pois é, seu suprimento de energia pode ser um investimento, ao invés de apenas um custo! O que podemos garantir: os preços são bem mais acessíveis do que se imagina.


Lucas Oswald
  Engenharia

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